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6 de fev de 2012

Gerência: uma questão de equalização

Por: iMaster


Quem me conhece sabe que eu sou fanático por música e som em geral. Uma das minhas paixões são as aparelhagens de som. Em especial, os equalizadores gráficos, que você pode até nunca ter tido, mas já deve ter visto, ou ouviu falar.
Equalizadores gráficos do tipo doméstico são equipamentos que, originalmente, pretendiam tornar o ambiente acústico da sua casa (ou onde quer que você fosse escutar música) igual ao ambiente acústico do estúdio em que a gravação foi feita. Funciona mais ou menos assim: como o material utilizado no piso, na parede e no teto de nossas casas é diferente do material utilizado do estúdio, poderíamos, a partir de um estudo acústico, reforçar/ atenuar certas frequências que originalmente seriam prejudicadas ou exacerbadas pelo nosso ambiente. Teríamos assim, um som mais próximo daquele que deveria ser escutado de verdade, previsto pela banda que você tanto gosta.
Na prática, no entanto, o uso deste equipamento raramente seguia o próposito original. Na grande maioria dos casos os proprietários do equipamento usavam-no apenas para reforçar seu gosto: Se gostavam de mais, ou menos, graves/ agudos, reforçavam a faixa de frequência com a aparelhagem.
Minha intenção não é questionar se é correto ou não usar o equipamento para privilegiar o seu gosto, pois penso que quando você tem uma coisa (um aparelho, por exemplo), faz o que quiser fazer com ela. O problema começa quando, ao privilegiar demais o seu próprio gosto, a pessoa acabava por distorcer o som para as outras pessoas. Mais cedo ou mais tarde, neste caso,  você seria forçado a interromper seu momento de relaxamento para escutar as reclamações da sua mãe, esposa, ou amigos que não aguentavam mais.
Um reforço demasiado nos graves, por exemplo, poderia fazer toda a sua casa tremer, e como certas frequências graves ultrapassam paredes, você poderia atingir até os seus vizinhos. Reforço nos agudos tornaria a música muito estridente, podendo cansar os ouvidos mais rapidamente. E por aí vai.
Trazendo para o nosso mundo, uma das coisas que eu noto em gerentes e líderes de equipe é que às vezes, infelizmente, essas são pessoas que tentam impor seus próprios gostos e hábitos àqueles que convivem com ele diariamente: a equipe que ele gerencia.
Gerentes e líderes de equipe não podem ser pessoas que apenas impõem tarefas aos seus subordinados, porque uma hora eles se cansarão de escutar sempre a mesma “música” (as mesmas ordens), do mesmo jeito e de ver as coisas sempre funcionando da mesma forma. E quando isto acontecer, você pode perder um membro da sua equipe ou, pelo menos, ver a produtividade cair.
Os líderes devem ser aqueles que saibam perceber que as pessoas, assim como gostos eas músicas, são diferentes entre si e que entendam que precisamos descobrir as características boas e ruins das pessoas para realçá-las ou tratá-las.
É preciso dar uma sacudida naquele modo de gestão ‘eu mando e você obedece’. Hoje, quem gosta de só mandar pode acabar sem time para exercer este mando. O mundo do trabalho pede esta flexibilização e, por mais que sua metodologia de gestão de discurso (não do diálogo) ou ordem (não do acordo) tenha dado certo no passado, você pode encontrar componentes da equipe que não aceitam esta submissão.
Precisamos saber que se houver um impasse nas decisões da equipe devemos exercer um papel de levar o time para este, ou aquele lado, porque nosso conhecimento de mercado e do negócio nos leva para ele. Não deixando o produto perder o foco.
Mas isto não é necessário o tempo todo. Devemos apenas corrigir as coisas e atitudes que não soam bem na equipe e reforçar o que vem para o nosso bem e sucesso.




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