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23 de abr de 2012

O Desafio de Gerenciar Pessoas

Por: Tiago Stifft
Em: http://www.tiespecialistas.com.br/2012/03/o-desafio-de-gerenciar-pessoas/


Referindo-me a função de gerente de projetos, não raras vezes, vejo debates sobre o que é mais importante para alavancar a carreira profissional, se os MBA’s e especializações ou as certificações na área. Acredito que o bom profissional precisa constantemente crescer no aprendizado e experiência, sendo assim, são importantes os MBA’s, as especializações, as certificações, os cursos, os seminários, os workshops, e outros relacionados, embora sejam todos estes distintos.

Mas, em minha opinião, um gerente de projetos de sucesso precisa ir além de diplomas e certificados, precisa de algumas características inerentes à profissão. Entre as competências desejadas para esta função, espera-se: que ele domine as práticas e conhecimentos geralmente aceitos – conhecimento em gerenciamento de projetos, que ele seja capaz de aplicar o que sabe sobre gerenciamento de projetos– desempenho gerencial, e que tenha atributos como liderança, pró-atividade, personalidade, atitude, capacidade de comunicação, etc. – habilidades interpessoais.

Segundo Cleland e Ireland (2001) a competência de um gerente de projetos está no equilíbrio entre conhecimento (C), habilidade (H) e atitude (A). É a conhecida fórmula:

C + H + A = Competências

Ainda assim, penso eu que entre estas três características, o “peso” do coeficiente A, nesta fórmula, não seja igual aos outros. Eu diria que Atitude representa, no mínimo, 50% do resultado. É na atitude que eu encontro as habilidades necessárias para tratar com as pessoas, a capacidade de orientar a equipe, ouvir as partes interessadas, ao mesmo tempo em que busco os objetivos e equilibro as restrições.

As pessoas são a chave do sucesso para um gerente de projetos. Os que obtêm sucesso, o obtém não somente por seus MBA’s ou certificações, mas sim por que, especialmente, sabem lidar melhor com pessoas. É óbvio que especializações e certificações são importantes, que a experiência conta e que estar atualizado com as melhores práticas acrescenta muito, entretanto, toda qualificação técnica poderá se obscurecer se o gerente esbarrar em um conflito de interesses, por exemplo, entre dois gerentes funcionais ou ainda entre cliente e patrocinador, e não souber lidar com isso.

Todos são diferentes, não espere a mesma atitude. Alguns reagem melhor com rigorosas críticas, outros “funcionam” na base de elogios. Alguns trabalham pressionados, outros “congelam” sob pressão. Nem sempre isso caracteriza quem é o melhor ou o pior, apenas confirma as diferenças.

São muitos os fatores que influenciam, eu diria incontáveis, porque as pessoas (felizmente) são diferentes umas das outras. Habilidades (ou falta delas), cultura, condições de trabalho, personalidade, temperamento, infra-estrutura, tudo pode influenciar.

O gerente de projetos prepotente, que acha que já viu de tudo e é o dono da verdade, está fadado ao fracasso. Identificar as diversidades nos recursos humanos, e saber lidar com isso, já é meio caminho andado para o bom êxito no projeto.  Mais do que olhar para planilhas e softwares, cronogramas, custos e escopo, processos e áreas de conhecimento, olhe para as pessoas. Conheça sua equipe, conheça seu patrocinador, conheça seus clientes. Saiba tirar proveito das diferenças e os resultados serão surpreendentes.

A boa notícia é que é fácil de praticar o desenvolver destas competências. Comece hoje, comece agora. Comece em casa com sua família, com seus vizinhos, amigos e colegas.

Pratique bons relacionamentos e você também estará desenvolvendo sua carreira de gerente de projetos!



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