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Procurando Profissional em Análise de Processos de Negócios, BPM, BPMS e Melhoria de Processos, para atuar na Região Metropolitana de Belo Horizonte?

Marco Gandra Brasileiro – Casado 41 anos - CNH B Nascido em Belo Horizonte e-mail gandraribeiro@gmail.com ...

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14 de mai de 2012

Analista de Negócios em projetos BPM

Por: Marco Gandra

Em: marcogandra@blogspot.com

Sei que os puristas dirão que essa é a área dos Analistas de Processos e que o corpo de conhecimento deverá ser o CBOK em detrimento do BABOK dos Analistas de Negócios. Assim esclareço: vamos discorrer sobre esses papéis no contexto de uma implantação BPMS.

Se aceitarmos, erroneamente, que os sistemas transacionais, diga-se: ERP, são uma classe de sistemas diferente dos sistemas orientados a processos como as soluções BPMS, incorreremos, igualmente, no erro de classificar os Analistas de Processos como uma classe bem distinta dos profissionais de Análise de Negócios, porque, na verdade, as fronteiras não são tão tangíveis assim.

A cada dia, gestores estão despertando para a unificação completa do negócio à TI. Esse movimento tem mão dupla: ora motivada e patrocinada pela área da tecnologia, ora pela área de negócios. O fato é que esse movimento não é uma onda passageira e, sim, uma nova forma de ver os liames entre a TI os negócios.

Os processos que são horizontais, em contraposição aos departamentos funcionais, que são dispostos hierarquicamente de forma vertical, exigem dos Analistas de Negócios uma visão por processos, onde as atividades quase sempre iniciam em um determinado departamento e percorrem vários outros até que o fluxo operacional se extinga.

Nessa visão, o Analista de Processo e o Analista de Negócios se fundem em uma nova abordagem que exige maior responsabilidade e perspicácia. Sua temática é uma evolução, inclusive porque esse novo profissional poderá ser nomeado Arquiteto Corporativo, já que estará preocupado não só em modelar as sequências “AS-IS” e “TO-BE” com BPMN, nem apenas em usar, nas fases subsequentes, diagramas UML para modelar a automação de atividades em serviços distribuídos, usando a arquitetura SOA, ou descrever os requisitos elicitados em regras de negócios nos BRE/BRM´s, mas, também, em assumir atributos de outros profissionais, como os antigos Analistas de O&M, ou, em versão mais atualizada, o Analista da Qualidade, que, por sua vez, se preocupa em determinar pontos de monitoramento e melhoria em todas as fases do processo.

Com essas novas atribuições, os Analistas de Negócios deverão se preocupar em criar meios para monitorar indicadores de desempenho usando ferramentas computacionais - destaque para o BAM ou BI - para criar efetivos painéis de gestão à vista – vivos – tais como os painéis de bordo apregoados pela abordagem BSC, porém renovados em monitores LCD´s de 60 polegadas, permitindo que gestores possam ser, finalmente, proativos, já que terão meios de contemplar os KPI´s gerados em tempo real e, assim, agir antes que as metas atribuídas para o negócio se tornem críticas.

Não há retorno; não podemos criar feudos em torno de títulos profissionais; temos de agir imediatamente e é nesse ambiente florescente, gerado pela abordagem BPM, que observamos um profissional em condição de se destacar e assumir, de forma mais ampla, as responsabilidades e desafios que as novas escolas de gestão propõem. Estamos falando do Analista de Negócios, profissional multiespecialista, grande integrador que promoverá melhoria contínua nos processos e, finalmente, efetivar a ponte entre a informática e o negócio.

4 comentários:

  1. Não concordo. Essa é a visão de pessoas de TI. Não acredito que o analista de negócio (maioria de formação em programação de softwares) tenha o perfil para avaliar outras vertentes em um diagnóstico de processos, como por exemplo a estrutura organizacional, gargalos de processos (TOC) e tec. Pela minha experiência acabam tendendo a pensar em requisitos e automação uma visão bem micro.

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    1. Gustavo, concordo plenamente com você. O que temos visto é a Gestão por Processos sendo utilizada como suporte para TI, quando na verdade os processos de TI são de suporte para a gestão. É uma total inversão do que vemos sobre aplicação de BPM, onde devemos considerar (pessoas, processos e tecnologia como suporte). Abçs.

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  2. Há muito tempo, lá nos idos da década de 80, os cursos técnicos para Analista de Sistemas já traziam para a base de conhecimento os conteúdos da Administração. Isto posto, "pessoas de TI" não são, tão pouco podem, ter "visão micro". Chega a ser ofensiva tal afirmação. De toda a forma, conhecer vai além de entender e analisar sistemas não é tão somente gerar código de programas. Quando o profissional de TI, que tenha formação apenas graduação superior para desenvolver códigos, aí sim a "visão bem micro" pode ser encotnrada. Ora, a vida acadêmica não pode ser resumida assim e o Analista de Sistemas deve procurar outras fontes, tais como a Psicologia, a Licenciatura (Educação), Filosofia. O mundo das Ciências Humanas. O conhecimento deve ser holístico.

    Nessa contemplação, vejo o perfil do Analista de Negócio, que independente de ser ou não de TI, precisa buscar o aprendizado e refletir sobre o Universo, extrapolando as fronteiras que o cenário em estudo possa estabelecer.

    Assim, acredito que o Analista de Negócio deva ter, não o perfil, que é muito linear e sóbrio, mas sim o sentimento servil de avalair todas e quaisquer vertentes do negócio; os processos de negócio se modelados são suas representações, mas surtirão efeitos se conhecidos, controlados e monitorados, agregando o valor desejado às metas estratégicas da organização.

    Muito coerente seu artigo, Marco. Visite nossa discussão em http://www.linkedin.com/groups/IIBA-Bras%C3%ADlia-Chapter-3283526.S.112892843?qid=363ef691-af2c-48db-bf54-4d1faec54533&trk=group_most_popular-0-b-ttl&goback=%2Egmp_3283526.

    Lembrando que profissional de TI não é uma besta-quadrada!

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  3. Amigos, obrigado pelas interações.

    O que expressei no meu artigo foi um ponto de vista, ele não é único e nem o mais relevante, contudo é a expressão de um pensamento. O fantástico é que a coletividade nos proporciona visualizar outros pontos de vista e assim criamos novos conhecimentos.

    Abraços,

    Marco Gandra

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