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26 de mai de 2012

Apps nativos x apps HTML5: conheça mais sobre o processo de "appificação"

Por:  Cezar Taurion
Em: http://imasters.com.br/artigo/24225/mobile/apps-nativos-x-apps-html5-conheca-mais-sobre-o-processo-de-appificacao


Os smartphones e mais recentemente os tablets chegaram às empresas como extensão das atividades pessoais dos funcionários e estão se disseminando com muita rapidez dentro das organizações. 
Pesquisas apontam que a mobilidade é um dos cinco assuntos que dominam a pauta dos CIOs. Não foi à toa, portanto, que em um dos eventos dos quais participei com CIOs, um deles me perguntou se no futuro a web seria dominada pelos aplicativos móveis e não seria mais aberta como hoje. Ou seja, uma World Wide Web aberta e voltada a mobilidade existirá no futuro? 
Os números referentes ao uso de aplicativos móveis realmente impressionam. Um artigo chamado “The Web is Dead. Long Live the Internet”, de Chris Anderson, publicado em 2010, na Wired, diz claramente que a WWW está em declínio e o futuro será dos aplicativos. Ele se baseou no fato de que os smartphones e os tablets estão se tornando o principal elo de conexão com a Internet. Muitas pesquisas apontam um crescimento dramático no seu uso. A Cisco diz que em 2016 o tráfego de dados via smartphones e tablets será 50 vezes maior que o de hoje. A Apple anunciou em março passado que a sua App Store, criada em 2007, atingiu a marca dos 25 bilhões de apps baixados. Em dezembro de 2011, o Android Market (agora Play Store) chegou a dez bilhões de downloads, e mantém um ritmo de mais de um bilhão de downloads por mês. Além disso, algumas pesquisas já apontam que os usuários de equipamentos móveis passam a maior parte de seu tempo usando apps, em vez de acessando a web. 
Esse processo de “appificação”, à primeira vista, parece inevitável, mas, sob um olhar mais atento, pessoalmente, acredito que não irá acabar com a web como conhecemos. Vejamos se consigo passar meus argumentos adequadamente.
Apesar desses números impressionantes, acredito que a funcionalidade e a popularidade da web continuará mantendo-a forte e saudável. Ao meu ver, conviveremos com um cenário no qual aplicativos fechados (modelo típico das apps) e a web, aberta por natureza, conviverão muito bem, e o elo de ligação será a computação em nuvem. 
Embora sejam muito atrativos, sabemos que os apps criam um ambiente fechado, assim como a televisão a cabo, em que você acaba preso a um único provedor (que, no mundo dos aplicativos, seria a Apple) ou de um determinado ambiente operacional (Android). 
Os apps de uso pessoal continuarão, mas à medida que se entranharem nas funções e nos processos de negócio, se mesclarão com a web para se tornarem aplicações mais robustas e integradas com os sistemas corporativos. Nesse caso, faz mais sentido falarmos em web (leia-se HTML5), e não em lojas proprietárias e fechadas. O modelo de “walled garden”, típico dos apps atuais, torna-se arriscado para ambientes corporativos pelo aprisionamento forçado ao qual as empresas deverão se submeter. O problema é que o HTML5 ainda é um “work in progress” e teremos alguns anos pela frente antes que ele seja 100% operacional.
Apesar dos apps nativos aparecerem com muitas inovações e explorarem as características únicas dos equipamentos móveis, como localização geográfica, reconhecimento de voz etc., a web deverá, nos próximos anos, evoluir na direção do HTML5. Com isso, poderemos criar e utilizar recursos de vídeo, gráficos e outros (além dos recursos específicos dos smartphones e tablets, mas estes mais a longo prazo) nas páginas da web móvel. A evolução do HTML5 permitirá criar páginas web com conteúdos mais dinâmicos, possibilitando a criação de aplicativos baseados em navegadores tão interessantes quanto os apps nativos e que sejam populares nos smartphones e tablets. Os browsers já entendem HTML5 sem necessidade de plugins. Alguns especialistas apontam HTML5 como de grande significância, como Hal Varian, economista chefe do Google, que diz “HTML5 is going to make the web very attractive”. Sem dúvida que a web tem vantagens, na minha opinião, sobre os apps. Com a web você se conecta à web como um todo e interopera com qualquer ambiente.
Na prática, o usuário não quer saber se o aplicativo é nativo, ou roda sob um browser, em HTML5. O que ele quer é funcionalidade e conveniência. Mas, para desenvolvedores, escrever código HTML5 permitirá uma maior facilidade de uso em diversos aparelhos, sem ficar preso às características e aos kits de desenvolvimento específicos para cada ambiente operacional. Além do fato de  não ser obrigado a aceitar as condições de comercialização do provedor da loja de apps. 
No fim do dia, não haverá muita diferença para o usuário entre o que será um app nativo e um HTML5. A experiência de usar um e outro sob browser será bastante similar. Em tempo, recentemente a IBM adquiriu uma empresa voltada para desenvolvimento de apps móveis, sejam nativos ou HTML5, chamada Worklight.
Por fim, recomendo a leitura de um paper muito interessante de Tim Berners-Lee, “Long Live the Web: a call for continued open standards and neutrality”, publicado na Scientific American. Nele, o autor mostra a importância de uma web aberta e diz que HTML5 não é apenas uma markup language, mas uma plataforma que vai permitir escrever apps muito mais interessantes e inovadores do que é permitido pela web atual.
Enfim, estes são meus argumentos. Nos próximos anos, veremos se estou no caminho certo ou não... Comentários serão bem-vindos! 



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