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22 de jun de 2012

Mobilidade nos planos e ações das empresas

Por: Cezar Taurion
Em: http://www.tiespecialistas.com.br/2012/05/mobilidade-nos-planos-e-acoes-das-empresas/


Outro dia, em dos meus incontáveis vôos pelo País, entrei no avião um pouco atrasado e enquanto caminhava apressado até a fila quinze observei um fato interessante: todos, mas todos os passageiros estavam usando smartphones e tablets.

Quando o iPhone surgiu em 2007 e o iPad em 2009 poucos imaginaram o impacto que estes dispositivos iriam causar nas pessoas, nas empresas e nos próprios hábitos sociais. Para as pessoas, smartphones e tablets já são o principal objeto de desejo de consumo, suplantando o já “velho” PC. Desde o seu lançamento já foram vendidos mais de 55 milhões de iPads. As pessoas já sentem confortáveis os usando para tarefas que sempre requereram confança, como Internet banking. Recente pesquisa da Pew Internet mostrou que mais de 1/3 dos americanos que possuem um smartphone o usam para fazer operações bancárias, como pagamento de contas e consultar seus extratos.

No Brasil acontece o mesmo fenômeno. Pesquisa da Febraban mostrou que 3,3 milhões de contas correntes foram consultadas por estes dispositivos móveis em 2011, o que representou um aumento de 49% em relação ao ano anterior. Aliás, neste ritmo daqui a alguns anos e com a evolução de novas tecnologias de pagamentos móveis como NFC (near-field communication), Mobile banking será sinônimo de Internet banking. Os smartphones e tablets caminham para ser nossa carteira virtual ou “mobile wallet”. A experiência do Google Wallet, se bem sucedida, pode mostrar o caminho.

Na verdade, já vivenciamos uma primeira mudança de paradigmas quando saímos do mundo do dinheiro vivo e talões de cheque pela Internet, cartões de crédito e débito. Segundo a Febraban, 46% das contas correntes no Brasil tem serviço de Internet banking ativo, número bastante próximo da Alemanha (50%) e EUA (54%). Internet banking já é responsavel por 24% do total das transações financeiras no Brasil, o que coloca a Internet como a principal origem das transações bancárias do país. O smartphone ou “mobile wallet” nada mais é que uma evolução tecnológica do uso da Internet tradicional e dos cartões, onde os smartphones substituem os desktops e a tecnologia NFC substitui a fita magnética ou o chip do cartão.

Outra pesquisa feita nos EUA, esta pela comScore mostrou que 38% dos usuários de smartphones e tablets os usaram para comprar algum produto pela Internet. A conclusão? Smartphones e tabets já fazem parte do nosso dia a dia.

Outra observação interessante. Neste mesmo vôo ao meu lado, estava uma legítima representante da dita geração digital. Aqui uma breve reflexão. A velocidade da evolução tecnológica embaralha qualquer tentativa de classificar as pessoas de acordo com a sua idade. Na prática temos geração Y (faixa dos vinte e poucos anos), Z (adolescentes), A (recém-nascidos), G, S, B (estas três com mais de 50 anos), X (quarenta), ou seja, todas as letras do alfabeto, que no fundo não nos dizem coisa nenhuma. A sociologia nos diz que uma geração é a sincronia entre eventos históricos e o curso da vida de pessoas que, afetadas pelos acontecimentos mais marcantes de seu tempo, passam a compartilhar os mesmos valores e ideais. Cada geração é separada da outra por duas ou três décadas. Esse conceito fazia sentido quando as coisas eram mais lentas. Mas no mundo atual, com a velocidade das mudanças tecnológicas se acelerando, perde inteiramente o sentido. Vejam exemplos como Facebook, Twitter e Instagram que em poucos meses influenciam milhões de pessoas de todas as idades. Enfim, mas usando a classificação de geração Y, mais por conveniência que por base científica, observei que a jovem digitava velozmente um texto no seu tablet, usando teclado virtual. Ora, ela estava tão à vontade neste teclado quanto eu no teclado de um laptop. Veio um insight. Sempre imaginei, baseado na minha vivência, que o teclado tradicional seria melhor que o teclado virtual para gerar conteúdo, e consequentemente um tablet seria melhor apenas para acessar conteúdo. Mas talvez para quem usa desde criança um teclado virtual, isso não seja verdade.

Assim, comecei a repensar o paradigma que laptops e o modelo teclado+mouse seria mais adequado para criar conteúdo e os tablets e smartphones melhores para acessar conteudo. As empresas aéreas já usam smartphones como substitutos de “boarding passes”. Tablets já substituem manuais. O artigo “Na cabine do avião, adeus aos papeis“ mostra que algumas empresas aéreas já estão substituindo os manuais em papel por tablets.

Mas as tecnologias que são embutidas nestes dispositivos como gravação de áudio, câmeras, GPS, leitores de códicos QR, etc, os permitem sim, gerar muito conteúdo. Eles permitem criar diretamente conteúdo digital, que substituem o modelo baseado em papel. Por exemplo, tirar uma foto de um documento ou um cheque e enviando por email não é conteúdo? Assinaturas digitais acopladas a estes documentos garantem sua validade.
À medida que o trabalho tende a ser cada vez mais móvel e remoto, o uso de tablets e smartphones como ferramenta básica e portanto, geradora de conteúdo deve se acelerar. Fazer atualizações e uploads de documentos e atuar em etapas do workflow de processos são tarefas comuns nas nossas atividades profissionais. Precisarei de um PC para isso? Provavelmente nem mesmo de um laptop…

Mas, claro que por trás deste movimento alguns aparecem alguns desafios. O primeiro é o movimento que chamamos de BYOD (Bring Your Own Device), impulsionado pelo fato que tablets e smartphones são, de maneira geral, comprados pelas próprias pessoas e que querem usá-los nos seus ambientes de trabalho. Também surgem alternativas de armazenamento de conteúdo nas nuvens. É inevitável: a nuvem pessoal vai substituir o PC como centro da vida digital dos usuários, e o termo PC vai passar de Personal Computer para Personal Cloud. Um rápida amostragem nos identifica alguns peso-pesados da indústria oferecendo estes serviços, como DropBox, Google Drive, iCloud da Apple e SkyDrive da Microsoft. Fica claro que as empresas não podem ignorar este fato e devem, urgentemente, criar políticas de governança adequadas para seu uso. A utlização destas nuvens será liberada para armazenar informações empresariais? Algumas empresas, sabiamente, impedem que os materiais de trabalho sejam armazenados nestas nuvens, até que as políticas de privacidade e proteção à propriedade intelectual adotadas por estes serviços sejam mais claros e própria confiança no serviço seja mais disseminada. Há uns dez anos atrás tinhamos muito receio de usar a própria Internet como meio de transferir dinheiro ou fazer compras e hoje é a principal modalidade para fazermos transações financeiras com nossos bancos.

À medida que o uso destes dispositivos se dissemina, também evoluem as tecnologias que melhoram sua segurança, criando um circulo virtuoso. Segurança e privacidade é fundamental. Uma recente pesquisa mostrou que 71% dos CIOs vêem estas questões como os maiores desafios para a mobilidade.

As próprias tecnologia embutidas nestes aparelhos ajudam a criar reforço de segurança, como a utilização dos sistemas de geolocalização para identificar a posição de um aparelho roubado ou perdido, até tecnologias que permitem apagar o seu conteúdo a distância. Um exemplo é a tecnologia EndPoint Manager for Mobile Devices da IBM. E falando em IBM vejam este artigo que mostra um pouco da estratégia de BYOD da empresa.

Portanto, desenhar uma estratégia de mobilidade já deve estar nos planos e ações das empresas. O trem já está saindo da estação!



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