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Marco Gandra Brasileiro – Casado 41 anos - CNH B Nascido em Belo Horizonte e-mail gandraribeiro@gmail.com ...

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13 de ago de 2012

O papel do BI na Gestão Estratégica Empresarial. E a Gestão?

Por: 
Em: http://www.tiespecialistas.com.br/2011/05/o-papel-do-bi-na-gestao-estrategica-empresarial-e-a-gestao/


Esse artigo leva em seu conteúdo partes de posts lançados por mim nos fóruns do LinkedIn.
Nós, da área de TI e Negócios sabemos claramente que o BI tem crescido de forma considerável no meio corporativo. O Gartner Groupindicou no início desse ano de 2011 que a área de BI terá um aumento de 9,7%. Algo bem relevante ao ver os registros ano a ano desse ambiente e como os investimentos em BI tem crescido no Brasil.
No entanto, em virtude do BI ter esse crescimento e ainda caminhando para algumas evoluções como oBA Business Analytics, como será que as organizações têm lidado com essa forma de gestão? Será que os CEOs e CIOs estão com maturidade suficiente para gerir suas informações e tomar decisões assertivas e se sustentarem no mercado globalizado, onde a competitividade é voraz?
Vamos avaliar primeiro qual o papel do BI dentro de uma organização, e depois fazer uma análise se esse papel é respondido à altura pelos gestores…
Primeiramente, o BI Corporativo no ambiente organizacional deve ter sua base conceitual formada pela Estratégia ou Planejamento Estratégico Empresarial, alicerçado na direção dos objetivos a serem alcançados. O BI dentro de uma organização fornece aos gestores cenários contendo métricas que possam sinalizar como a empresa está sendo conduzida e como a sua estratégia está sendo cumprida.
Muitos confundem e acham que o BI é apenas a “ferramenta” com a qual se usa para analisar as informações. Mero engano…
Acho que vou chover no molhado, mas… “BI é toda e qualquer ação, partindo de análises de informações, que possam produzir conhecimento para tomada de decisão.” By Gideão Nery (rs)
BI Business Intelligence é um conceito, que, inclusive, foi criado pelo Gartner Group citado no início.
Uma ilustração boba, simples, porém objetiva que gosto de usar é a seguinte: Pense numa situação onde você está numa loja e quer comprar algum produto (universo de dados DW Datawarehouse) que previamente você já tem em mente (estratégia). Você define parâmetros (regras de negócio) de análise do produto antes da compra (nesse caso, compra = tomada de decisão). Após analisar suas características como, validade, preço, qualidade, custo x benefício, praticidade, etc. (dimensões e métricas) você
escolhe levar o produto (ação determinada pela análise).
Veja que não se usou nenhum artefato, ou ferramenta, para sua escolha, apenas análise dos fatores e informações relevantes para sua decisão.

No ambiente corporativo usamos os KPIs (Key Perfomance Indicator) para sinalizar que aquela informação está nos direcionando para uma determinada ação a ser tomada.
Com a utilização de BSC Balanced Socorecard pode-se medir e monitorar os indicadores, mas este assunto será outro artigo que darei foco em outra ocasião.
Evidentemente, conhecer o seu Workflow e suas interferências são de suma importância para que as informações sejam confiáveis e tenham um ganho satisfatório na tomada de decisão.
Os processos precisam estar bem desenhados e as bases transacionais precisam estar o mais pura possível e de preferência com padrões estabelecidos (alguns casos usa-se Data Mining), e manter uma política de monitoramento dessas bases. Aí entra o papel da TI como suporte ao negócio.
A utilização de “ferramentas” para “gerir” o BI é onde estão agrupadas técnicas de leitura e análises das informações que relatórios simples de sistemas legados não fazem, como Slice, Dice, Drill Down, Drill Up, Cubos OLAP, etc. são várias funcionalidades que as ferramentas possuem para auxiliar na gestão da informação.

Tendo esse princípio, esse é o papel do BI numa organização, de fornecer aos gestores informações onde se podem tomar decisões assertivas para alcançar os objetivos da Estratégia Empresarial ou numa visão departamental quando o BI atende apenas uma determinada área da empresa.
Agora, vamos analisar como a gestão da empresa lida com esse conceito e tecnologia, e como
os gestores devem enxergar o BI…

Se tivermos um olhar no prisma dos conceitos elaborados pelo Gartner Group, penso que teríamos então, em termos percentuais, o BI composto por 80% Gestão e 20% Tecnologia, considerando a TI como suporte para o BI, que irá fornecer o ambiente propício para esse fim. Essa relação percentual não pode ser invertida. Vamos analisar…
Se BI está “linkado” à estratégia empresarial, ou a um modelo de negócio departamental, então as definições de visões e métricas do que se deseja enxergar no BI deve ter o modelo Top-Down. A participação da alta direção (ou stakeholders) é fundamental para que o BI tenha seu papel desempenhado na organização.
Primeiramente, as empresas precisam estar “culturalmente” habilitadas para isso. Mudanças de paradigmas são sempre traumáticas, porém necessárias. Já dizia um grande amigo meu…
Infelizmente são poucos gestores que conseguem visualizar o que BI representa dentro da organização. Principalmente quando o gestor enxerga o BI “apenas” como tecnologia (ferramenta) e não como parte do seu Core Business. A miopia da alta gestão diante dos benefícios do BI cria um sentimento de investimentos desnecessários em TI, tratando como despesa o que deveria ser tratado como parte da estratégia e de conhecimento das informações produzidas pelos seus sistemas.
Essa sinergia entre a TI e o Negócio é que precisa ser entendida pelos gestores. Aliás, não se pode mais pensar em alinhar TI ao Negócio, TI já é parte do Negócio.
Para que o BI seja um sucesso e contribua para a Gestão efetivamente, uma vez que isso esteja consolidado na empresa, a cultura e maturidade se fazem através dessa percepção, sendo integrado ao Planejamento Estratégico, que conduz a empresa no rumo que ela quer trilhar ao modelo Top-Down. Usar da metodologia PDCA também é útil e agrega valor à inteligência do negócio.
Percebam também que, BI como “conceito” tem em sua composição o fator de análise e tomada de decisão que só o “humano” irá ter capacidade de fazer, com base em fontes de informações organizadas e com métricas bem definidas. Com a informação na mão, em tempo hábil e com qualidade dos dados, cabe aos gestores à responsabilidade de tomar a decisão perante o cenário encontrado.
Portanto, se os gestores, a alta direção não estiver envolvida nesse contexto, o BI não terá sucesso, e muito menos a empresa terá sua estratégia consolidada. Esse deve ser o papel da Gestão.
Abraços.
E até o próximo artigo…

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