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27 de ago de 2012

Sustentabilidade Corporativa: uma visão de negócio de longo prazo.

Por: 
Em: http://celularh.blogspot.com.br/2011/09/sustentabilidade-corporativa-uma-visao.html


A sustentabilidade corporativa baseia-se em um novo modelo de gestão de negócios, onde a atuação nas dimensões social e ambiental, aliada a boas práticas de governança, interfere positivamente na dimensão econômica, agregando valor à companhia.
Antes de tudo, Sustentabilidade Corporativa se refere a uma forma  de conduzir as atividades empresariais. Ser, pensar, decidir e agir de forma sustentável requer um processo de entendimento, negociação e integração construtiva entre todos os agentes de relacionamento de uma empresa ao olhar dos princípios e valores da própria organização e de sua ética.
É uma visão de negócio de longo prazo que incorpora dimensão social e ambiental à estratégia de negócios da companhia, triple bottom line.
Muitas empresas confundem sobre o que é a sustentabilidade corporativa e vê o assistencialismo, filantropia, cumprir regras legais, dentre outros e isso não é definido como tal.
A sustentabilidade corporativa está ligada a exigências de stakeholders (cliente, fornecedores, acionistas, financiadores, etc.) e ao mapeamento de riscos e oportunidades, mas também aos direcionadores internos de valor da empresa e ao papel exercido pela liderança da empresa no tema; a mudança cultural necessária consiste em entender e mensurar os efeitos positivos para o negócio da aplicação do conceito do triple bottom line, em todas as ações do dia-a-dia; a capacidade de implementação depende da identificação  de gestão  na incorporação  de forças  e fraquezas ligadas à sustentabilidade e à utilização efetiva  de ferramentas de gestão na incorporação da sustentabilidade à estratégia de negócios, aos sistemas de gestão e avaliação de desempenho e, em muitos casos, aos critérios de remuneração  variável dos executivos.
Pensar em lucro é premissa de existência de uma empresa, não finalidade absoluta. O lucro empresarial é imperativo e deve ser exigido das empresas como forma de mensuração de seu direito de existir como agente econômico de transformação sócio-econômico, porém, deve ser entendido como meio, energia, combustível que permite à empresa alcançar seus objetivos e sua missão.
Algumas ferramentas são necessárias para uma excelente gestão sustentável como, planejamento estratégico integrando o conceito da sustentabilidade; avaliação de desempenho de estratégias; avaliação econômica, social e ambiental de projetos; definição de políticas; definição de metas e adequação de processos ambientais e sociais; mapeamento e gerenciamento de riscos; mensuração de resultados de negócios; avaliação e gestão de ativos inatingíveis; pesquisas e relacionamentos com stakeholders (comunidade do entorno, formadores de opinião, mercados de capitais, etc.); treinamento, conscientização e desenvolvimento dos colaboradores e relatório de sustentabilidade.
Ter a consciência como estratégia produtiva significa combinar desempenho econômico e desempenho ambiental para criar e promover valores com menos impacto ambiental. Dentro dessa prerrogativa, alguns autores como DeSimone e Popoff (1997), Lehni (2000) e Almeida (2002) relatam em seus trabalhos a necessidade da inserção de elementos de ecoeficiência nos processos produtivos, para que estes possam ser mais sustentáveis como agregação de valores aos bens e serviços; redução do consumo de materiais; redução do consumo de energia; redução de emissão de substâncias tóxicas, intensificação da reciclagem de materiais; maximização do uso sustentável de recursos renováveis e prolongamento da durabilidade dos produtos.
Como afirma Domeneghetti(2006), sobreviver corporativamente hoje e no futuro passa por entender que qualquer organização empresarial faz parte de um todo, que deve ser sustentável para poder evoluir. Para que as empresas consigam ter sucesso, seu ambiente, sua cadeia, formada pelo conjunto de seus stakeholders diretos e indiretos, deve ter sucesso  e prosperar, o que torna a empresa co-responsável por este processo, juntamente com governos, academia, ONGs,  e os próprios cidadãos.

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