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3 de set de 2012

A ciência como negócio, um modelo para a gestão

Por: Portal HSM
Em: http://www.hsm.com.br/editorias/gestao-e-lideranca/ciencia-como-negocio-um-modelo-para-gestao



Fábio Gandour diz que a ciência pode impactar cinco áreas do negócio: finanças, RH, recursos materiais, gerenciamento e operação


À frente do laboratório de pesquisas da IBM, Fábio Gandour trouxe para o Fórum HSM Novas Fronteiras de Gestão 2012 o conceito de ciência como negócio. Em um mundo cujo tom é dado pela complexidade, trazer um pouco do método científico e da forma como a ciência funciona para o mundo dos negócios pode representar uma renovação.

A ciência como negócio não nega a ciência acadêmica, mas não segue a mesma liturgia. Afinal, a única motivação da empresa privada para investir em pesquisa é a ganância ou o medo, afirmou Gandour, citando o cientista norte-americano Nicholas Negroponte. Em outras palavras, a ciência está a serviço de resultados capazes de criar impactos positivos nos negócios de seus patrocinadores. 

No Brasil, segundo o palestrante, o modelo de ciência como negócio já está em vigor e vem se expandindo. A pioneira na criação de um laboratório de pesquisas de ponta é a Petrobras, mas outras empresas como GE, Elanco (divisão de produtos veterinários da Eli Lilly) e Dow Chemical, por exemplo, já instalaram laboratórios semelhantes. O programa Ciência sem Fronteiras do governo federal, por sua vez, está permitindo a muito mais cientistas complementar seus estudos de ponta fora do país. 

A ciência pode impactar cinco áreas do negócio, conforme explicou Gandour em sua apresentação: finanças, RH, recursos materiais, gerenciamento e operação. 

Finanças

Segundo Gandour, a gestão de um laboratório é similar à gestão financeira. A diferença é que a dinâmica de cortar custos de qualquer forma não se aplica. “O fluxo de financiamento nunca pode ser interrompido. Parar de construir um muro é uma coisa, mas as consequências de interromper o fluxo de financiamento em pesquisa é imprevisível. A mais grave é a perda dos profissionais”, apontou. Por isso, ao decidir investir em um projeto de pesquisa estruturado, a empresa precisa ter um planejamento financeiro detalhado e então ater-se a ele. 

Gestão de pessoas

O insumo fundamental dos laboratórios de pesquisa. “Nesse modelo, a gestão de pessoas é muito diferente, pois estamos lidando com pessoas que pensam o tempo todo e nem sempre respeitam a cerca. Às vezes, é preciso construir uma cerca mais alta”, disse. 

Ao defender a criação de um laboratório no Brasil pela IBM, Gandour apresentou alguns dados sobre os pesquisadores brasileiros. Segundo ele, os investimentos necessários para desenvolver um PhD no Brasil são de cerca de US$ 110 a 120 mil por ano, enquanto nos Estados Unidos esse valor sobe para US$ 290 a 320 mil. Se lá os pós-graduandos desenvolvem uma forte habilidade para lidar com equipamentos e instrumental de vanguarda, porque são expostos a isso durante o curso, no Brasil os cientistas têm alto grau de abstração intelectual. “Os instrumentos aqui são lápis, papel e massa cinzenta. A pessoa desenvolve  alta capacidade de abstração, que pode ser testada no parque instrumental, se ela tiver acesso.”

O cientista-chefe revelou que o processo de atração de talentos da IBM é longo, pois, além da produção científica em si, medida pelas publicações acadêmicas do cientista, a empresa ainda aplica cerca de 15 entrevistas, cinco nacionais e dez internacionais. “O conhecimento é fácil de medir, mas precisamos saber do engajamento aos objetivos estratégicos da empresa”, justificou. 

Recursos materiais

No Brasil, segundo o palestrante, a preocupação em relação ao local e à estrutura são muito grandes, mas o laboratório está em primeiro lugar na cabeça dos pesquisadores. “A prioridade são as pessoas, depois os recursos. Mas é preciso saber que assim que as pessoas estiverem trabalhando, elas vão exigir os recursos.” Muitas vezes, afirmou, é mais fácil enviar o cientista para outro laboratório onde já haja estrutura do que construir uma nova instalação em cada local. 

Gerenciamento e operações

O quarto foco da comparação de Gandour é o gerenciamento, que merece atenção especial. Devido à peculiaridade das pessoas que trabalham em pesquisa, é fundamental que o gestor saiba exatamente o que as faz felizes e infelizes. Quanto à área de operações, o quinto aspecto da comparação, ele brincou: “esqueçam tudo que vocês já aprenderam!”. É preciso instalar o laboratório em um local silencioso, que permita a introspecção, bem como criar um plano de comunicação e marketing específico. 

Portal HSM
21/08/2012
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