Pesquisar neste blog

31 de mai de 2019

Lançamento do surpreendente livro Necas de Pitibiriba

O livro Necas de Pitibiriba do escritor e cineasta brasileiro Adriano Gilberti é uma daquelas obras em que ficamos imaginando: "como ele pensou nisso?".



Foto: DINO / DINO

É inegável que já no título da obra o autor nos provoque a refletir o que essa expressão tão famosa no século passado tenha se destacado como nome de seu livro.

Para aqueles leitores mais jovens que não estão acostumados com essa expressão, destacamos sua origem, ou pelo menos, algumas informações que classificam o termo com o sentido de negação. "Nec" do Latim "nada" e Pitibiriba também popularmente conhecido como "coisa alguma" explora um pleonasmo curioso e divertido usado por muitos brasileiros para simplesmente negar enfaticamente algo.

Entretanto, se voltarmos nossos olhares para a obra de Adriano Gilberti, veremos uma interessante e criativa adaptação já que, nesse caso, Necas é um senhor distinto que espera um trem passar em uma estação abandonada para chegar a cidade onde mora e que se chama: Pitibiriba.

Na história, o misterioso Necas chama a atenção de um experiente jornalista de nome Lorenzo e este, por sua vez, começa a investigá-lo. O que poderia ser simplesmente uma biografia de um homem qualquer acaba se tornando um enredo cheio de voltas, segredos, casos policiais e, por que não dizer, boas risadas.

Gilberti, que agora vive na capital mexicana morou em muitas cidades pelo Brasil e pelo mundo. É perceptível a segurança do autor ao retratar lugares e situações que, ao que parece, ele próprio vivenciou. Tal experiência transforma um simples relato em algo vivo e profundo cheio de detalhes e emoções.

O fato de Adriano vivenciar experiências tanto no teatro como atuando e dirigindo no cinema, estimula uma linguagem que beira a roteirização sem perder a força narrativa de um romance.

Este curioso e emocionante livro, traz um pouco de tudo isso. Nossa brasilidade forte e expressa no título da obra, ao tempo, a vasta gama de referências culturais faz dessa cativante história um balaio de sutis apontamentos do mundo em que vivemos e, para os mais observadores, é interessante buscar e perceber essas diversas citações.

Além de envolver o leitor numa trama amarrada e intensa, o livro não perde sua leveza e reflexão. Enfim, Gilberti consegue atingir uma gama de leitores variados e transforma um simples e corriqueiro termo do dia a dia como "Necas de Pitibiriba" em uma boa história.

Necas de Pitibiriba está à venda pela editora Amazon em livro virtual (kindle) e também na versão impressa. Ambos são facilmente adquiridos nos links abaixo. Não deixe de conferir o site do autor cheio de informações sobre seus filmes e livros, além de crônicas exclusivas em seu blog.

Kindle:https://www.amazon.com.br/Necas-Pitibiriba-Adriano-Gilberti-ebook/dp/B07L8W9L9X/ref=sr_1_1?ie=UTF8&qid=1544639646&sr=8-1&keywords=neca+de+pitibiriba


25 de abr de 2016

Workshop BPM confirmado!



SYDLE Treinamentos
Workshop BPM confirmado!
Introdução à gestão por processos: da teoria a prática
27 de Abril, em Belo Horizonte/MG.

Aproveite essa oportunidade e participe.
Vagas limitadas!
INSCREVA-SE
Para interessados em eventos em outras cidades como São Paulo, Rio de Janeiro e Brasíliaclique aqui para acessar nossa agenda completa.
Realização
SYDLEiProcess

15 de fev de 2016

UMA CARTA ABERTA AO BRASIL (Texto de Mark Manson)



Querido Brasil,
O Carnaval acabou. O “ano novo” finalmente vai começar e eu estou te deixando para voltar para o meu país.
Assim como vários outros gringos, eu também vim para cá pela primeira vez em busca de festas, lindas praias e garotas. O que eu não poderia imaginar é que eu passaria a maior parte dos 4 últimos anos dentro das suas fronteiras. Aprenderia muito sobre a sua cultura, sua língua, seus costumes e que, no final deste ano, eu me casaria com uma de suas garotas.
Não é segredo para ninguém que você está passando por alguns problemas. Existe uma crise política, econômica, problemas constantes em relação à segurança, uma enorme desigualdade social e agora, com uma possível epidemia do Zika vírus, uma crise ainda maior na saúde.
Durante esse tempo em que estive aqui, eu conheci muitos brasileiros que me perguntavam: “Por que? Por que o Brasil é tão ferrado? Por que os países na Europa e América do Norte são prósperos e seguros enquanto o Brasil continua nesses altos e baixos entre crises década sim, década não?”
No passado, eu tinha muitas teorias sobre o sistema de governo, sobre o colonialismo, políticas econômicas, etc. Mas recentemente eu cheguei a uma conclusão. Muita gente provavelmente vai achar essa minha conclusão meio ofensiva, mas depois de trocar várias ideias com alguns dos meus amigos, eles me encorajaram a dividir o que eu acho com todos os outros brasileiros.
Então aí vai: é você.
Você é o problema.
Sim, você mesmo que está lendo esse texto. Você é parte do problema. Eu tenho certeza de não é proposital, mas você não só é parte, como está perpetuando o problema todos os dias.
Não é só culpa da Dilma ou do PT. Não é só culpa dos bancos, da iniciativa privada, do escândalo da Petrobras, do aumento do dólar ou da desvalorização do Real.
O problema é a cultura. São as crenças e a mentalidade que fazem parte da fundação do país e são responsáveis pela forma com que os brasileiros escolhem viver as suas vidas e construir uma sociedade.
O problema é tudo aquilo que você e todo mundo a sua volta decidiu aceitar como parte de “ser brasileiro” mesmo que isso não esteja certo.
Quer um exemplo?
Imagine que você está de carona no carro de um amigo tarde da noite. Vocês passam por uma rua escura e totalmente vazia. O papo está bom e ele não está prestando muita atenção quando, de repente, ele arranca o retrovisor de um carro super caro. Antes que alguém veja, ele acelera e vai embora.
No dia seguinte, você ouve um colega de trabalho que você mal conhece dizendo que deixou o carro estacionado na rua na noite anterior e ele amanheceu sem o retrovisor. Pela descrição, você descobre que é o mesmo carro que seu brother bateu “sem querer”. O que você faz?
A) Fica quieto e finge que não sabe de nada para proteger seu amigo? Ou
B) Diz para o cara que sente muito e força o seu amigo a assumir a responsabilidade pelo erro?
Eu acredito que a maioria dos brasileiros escolheria a alternativa A. Eu também acredito que a maioria dos gringos escolheria a alternativa B.
Nos países mais desenvolvidos o senso de justiça e responsabilidade é mais importante do que qualquer indivíduo. Há uma consciência social onde o todo é mais importante do que o bem-estar de um só. E por ser um dos principais pilares de uma sociedade que funciona, ignorar isso é uma forma de egoísmo.
Eu percebo que vocês brasileiros são solidários, se sacrificam e fazem de tudo por suas famílias e amigos mais próximos e, por isso, não se consideram egoístas.
Mas, infelizmente, eu também acredito que grande parte dos brasileiros seja extremamente egoísta, já que priorizar a família e os amigos mais próximos em detrimento de outros membros da sociedade é uma forma de egoísmo.
Sabe todos aqueles políticos, empresários, policiais e sindicalistas corruptos? Você já parou para pensar por que eles são corruptos? Eu garanto que quase todos eles justificam suas mentiras e falcatruas dizendo: “Eu faço isso pela minha família”. Eles querem dar uma vida melhor para seus parentes, querem que seus filhos estudem em escolas melhores e querem viver com mais segurança.
É curioso ver que quando um brasileiro prejudica outro cidadão para beneficiar sua famílias, ele se acha altruísta. Ele não percebe que altruísmo é abrir mão dos próprios interesses para beneficiar um estranho se for para o bem da sociedade como um todo.
Além disso, seu povo também é muito vaidoso, Brasil. Eu fiquei surpreso quando descobri que dizer que alguém é vaidoso por aqui não é considerado um insulto como é nos Estados Unidos. Esta é uma outra característica particular da sua cultura.
Algumas semanas atrás, eu e minha noiva viajamos para um famoso vilarejo no nordeste. Chegando lá, as praias não eram bonitas como imaginávamos e ainda estavam sujas. Um dos pontos turísticos mais famosos era uma pedra que de perto não tinha nada demais. Foi decepcionante.
Quando contamos para as pessoas sobre a nossa percepção, algumas delas imediatamente disseram: “Ah, pelo menos você pode ver e tirar algumas fotos nos pontos turísticos, né?”
Parece uma frase inocente, mas ela ilustra bem essa questão da vaidade: as pessoas por aqui estão muito mais preocupadas com as aparências do que com quem eles realmente são.
É claro que aqui não é o único lugar no mundo onde isso acontece, mas é muito mais comum do que em qualquer outro país onde eu já estive.
Isso explica porque os brasileiros ricos não se importam em pagar três vezes mais por uma roupa de grife ou uma jóia do que deveriam, ou contratam empregadas e babás para fazerem um trabalho que poderia ser feito por eles. É uma forma de se sentirem especiais e parecerem mais ricos. Também é por isso que brasileiros pagam tudo parcelado. Porque eles querem sentir e mostrar que eles podem ter aquela super TV mesmo quando, na realidade, eles não tenham dinheiro para pagar. No fim das contas, esse é o motivo pelo qual um brasileiro que nasceu pobre e sem oportunidades está disposto a matar por causa de uma motocicleta ou sequestrar alguém por algumas centenas de Reais. Eles também querem parecer bem sucedidos, mesmo que não contribuam com a sociedade para merecer isso.
Muitos gringos acham os brasileiros preguiçosos. Eu não concordo. Pelo contrário, os brasileiros tem mais energia do que muita gente em outros lugares do mundo (vide: Carnaval).
O problema é que muitos focam grande parte da sua energia em vaidade em vez de produtividade. A sensação que se tem é que é mais importante parecer popular ou glamouroso do que fazer algo relevante que traga isso como consequência. É mais importante parecer bem sucedido do que ser bem sucedido de fato.
Vaidade não traz felicidade. Vaidade é uma versão “photoshopada” da felicidade. Parece legal vista de fora, mas não é real e definitivamente não dura muito.
Se você precisa pagar por algo muito mais caro do que deveria custar para se sentir especial, então você não é especial. Se você precisa da aprovação de outras pessoas para se sentir importante, então você não é importante. Se você precisa mentir, puxar o tapete ou trair alguém para se sentir bem sucedido, então você não é bem sucedido. Pode acreditar, os atalhos não funcionam aqui.
E sabe o que é pior? Essa vaidade faz com que seu povo evite bater de frente com os outros. Todo mundo quer ser legal com todo mundo e acaba ou ferrando o outro pelas costas, ou indiretamente só para não gerar confronto.
Por aqui, se alguém está 1h atrasado, todo mundo fica esperando essa pessoa chegar para sair. Se alguém decide ir embora e não esperar, é visto como cuzão. Se alguém na família é irresponsável e fica cheio de dívidas, é meio que esperado que outros membros da família com mais dinheiro ajudem a pessoa a se recuperar. Se alguém num grupo de amigos não quer fazer uma coisa específica, é esperado que todo mundo mude os planos para não deixar esse amigo chateado. Se em uma viagem em grupo alguém decide fazer algo sozinho, este é considerado egoísta.
É sempre mais fácil não confrontar e ser boa praça. Só que onde não existe confronto, não existe progresso.
Como um gringo que geralmente não liga a mínima sobre o que as pessoas pensam de mim, eu acho muito difícil não enxergar tudo isso como uma forma de desrespeito e auto-sabotagem. Em diversas circunstâncias eu acabo assistindo os brasileiros recompensarem as “vítimas” e punirem àqueles que são independentes e bem resolvidos.
Por um lado, quando você recompensa uma pessoa que falhou ou está fazendo algo errado, você está dando a ela um incentivo para nunca precisar melhorar. Na verdade, você faz com que ela fique sempre contando com a boa vontade de alguém em vez de ensina-la a ser responsável.
Por outro lado, quando você pune alguém por ser bem resolvido, você desencoraja pessoas talentosas que poderiam criar o progresso e a inovação que esse país tanto precisa. Você impede que o país saia dessa merda que está e cria ainda mais espaço para líderes medíocres e manipuladores se prolongarem no poder.
E assim, você cria uma sociedade que acredita que o único jeito de se dar bem é traindo, mentindo, sendo corrupto, ou nos piores casos, tirando a vida do outro.
As vezes, a melhor coisa que você pode fazer por um amigo que está sempre atrasado é ir embora sem ele. Isso vai fazer com que ele aprenda a gerenciar o próprio tempo e respeitar o tempo dos outros.
Outras vezes, a melhor coisa que você pode fazer com alguém que gastou mais do que devia e se enfiou em dívidas é deixar que ele fique desesperado por um tempo. Esse é o único jeito que fará com que ele aprenda a ser mais responsável com dinheiro no futuro.
Eu não quero parecer o gringo que sabe tudo, até porque eu não sei. E deus bem sabe o quanto o meu país também está na merda (eu já escrevi aqui sobre o que eu acho dos EUA).
Só que em breve, Brasil, você será parte da minha vida para sempre. Você será parte da minha família. Você será meu amigo. Você será metade do meu filho quando eu tiver um.
E é por isso que eu sinto que preciso dividir isso com você de forma aberta, honesta, com o amor que só um amigo pode falar francamente com outro, mesmo quando sabemos que o que temos a dizer vai doer.
E também porque eu tenho uma má notícia: não vai melhorar tão cedo.
Talvez você já saiba disso, mas se não sabe, eu vou ser aquele que vai te dizer: as coisas não vão melhorar nessa década.
O seu governo não vai conseguir pagar todas as dívidas que ele fez a não ser que mude toda a sua constituição. Os grandes negócios do país pegaram dinheiro demais emprestado quando o dólar estava baixo, lá em 2008-2010 e agora não vão conseguir pagar já que as dívidas dobraram de tamanho. Muitos vão falir por causa disso nos próximos anos e isso vai piorar a crise.
O preço das commodities estão extremamente baixos e não apresentam nenhum sinal de aumento num futuro próximo, isso significa menos dinheiro entrando no país. Sua população não é do tipo que poupa e sim, que se endivida. As taxas de desemprego estão aumentando, assim como os impostos que estrangulam a produtividade da classe trabalhadora.
Você está ferrado. Você pode tirar a Dilma de lá, ou todo o PT. Pode (e deveria) refazer a constituição, mas não vai adiantar. Os erros já foram cometidos anos atrás e agora você vai ter que viver com isso por um tempo.
Se prepare para, no mínimo, 5-10 anos de oportunidades perdidas. Se você é um jovem brasileiro, muito do que você cresceu esperando que fosse conquistar, não vai mais estar disponível. Se você é um adulto nos seus 30 ou 40, os melhores anos da economia já fazem parte do seu passado. Se você tem mais de 50, bem, você já viu esse filme antes, não viu?
É a mesma velha história, só muda a década. A democracia não resolveu o problema. Uma moeda forte não resolveu o problema. Tirar milhares de pessoa da pobreza não resolveu o problema. O problema persiste. E persiste porque ele está na mentalidade das pessoas.
O “jeitinho brasileiro” precisa morrer. Essa vaidade, essa mania de dizer que o Brasil sempre foi assim e não tem mais jeito também precisa morrer. E a única forma de acabar com tudo isso é se cada brasileiro decidir matar isso dentro de si mesmo.
Ao contrario de outras revoluções externas que fazem parte da sua história, essa revolução precisa ser interna. Ela precisa ser resultado de uma vontade que invade o seu coração e sua alma.
Você precisa escolher ver as coisas de um jeito novo. Você precisa definir novos padrões e expectativas para você e para os outros. Você precisa exigir que seu tempo seja respeitado. Você deve esperar das pessoas que te cercam que elas sejam responsabilizadas pelas suas ações. Você precisa priorizar uma sociedade forte e segura acima de todo e qualquer interesse pessoal ou da sua família e amigos. Você precisa deixar que cada um lide com os seus próprios problemas, assim como você não deve esperar que ninguém seja obrigado a lidar com os seus.
Essas são escolhas que precisam ser feitas diariamente. Até que essa revolução interna aconteça, eu temo que seu destino seja repetir os mesmos erros por muitas outras gerações que estão por vir.
Você tem uma alegria que é rara e especial, Brasil. Foi isso que me atraiu em você muitos anos atrás e que me faz sempre voltar. Eu só espero que um dia essa alegria tenha a sociedade que merece.
Seu amigo,
Mark
Traduzido por Fernanda Neute

Fonte: http://markmanson.net/brazil_pt


7 de jan de 2016

GOOGLE: E-mail profissional, armazenamento on-line, agendas compartilhadas, videoconferências e muito mais, experimente gratuitamente

Para quem ainda não conhece, o Google Apps é uma solução do Google para empresas. Ao se cadastrar lá, você ganha acesso a versões fechadas e personalizadas de alguns dos principais produtos do Google, como Gmail, agenda, Hangouts e Drive. Custa a partir de US$ 5 mensal por usuário e traz vantagens óbvias: a qualidade dos aplicativos e a velocidade e disponibilidade dos servidores do Google para o seu negócio.

Benefícios do Google Apps for Work

* Endereços de e-mail comerciais (seu.nome@seudominio.com)
* 30 GB de armazenamento on-line (armazenamento ilimitado de Documentos Google)
* Controles de segurança e de administração
* Suporte por telefone e e-mail 24 horas por dia, todos os dias
* 99,9% de tempo de atividade garantido com multas de SLA, sem tempo de inatividade planejado
* Recursos off-line e on-line

Clique no link abaixo e desfrute já dessa novidade:

http://goo.gl/s92JUO

Gostando, após experimentar, use o cupom e tenha 20% de desconto para o primeiro ano, pegue um cupom e garanta o seu desconto. Valido para novas inscrições usando o link (http://goo.gl/s92JUO ):

4F3KW9P66LCU4N
D94FTJVNCLMAP3
ANERUX9QG7EXKP
9QCRVXQNJCMYFX
7TFNNLLYX9R3NW
AVMPMRQMTLEVGC
97VFUT4ER6XFCP
39DAWTWWPALENW
4LPKK7Q6QKMQCT
4JJKPNX6VAX6CM
3NNW47G69V4WHM
9KFTUJRDJEE7UT
3GU9CN6AFUT9W6
33P4JLWEW9MG4Q
6HAKC6HFNLRFX9
3EYGAPDKCYLJ93
7TKKCLFW4TPXWA
9R7EQVMGEPU6HP
CGEGN7QJGALGWR
DAXM4YK7T3EN3A
AWTKKKYDATAVWW
79UECRU3XKP6KQ
7GQNR7NW49QYRN
97M73HNTWMNCPK
3KQLL6QCMCHDCL
9NR6HHPVK3FC3U
7ALH7NKXMQEUM4
77WTWW6LKJVY3Q
9AQ97C63ER6WQE
AYAANXGRNGXVN4
4RMHJQ9JUKNPTA
7W7MYLKWK4Y6K3
9UR7RRXYVNMMR9
3YXCENWE4Y4F4P
9GUH44FAPY6YQN
6DR3YDT6YLYFFL
7XCN9TQWKY7DU4
6ATNUGPYNACCWF
9NHP99KYYCGWTK
6XJNALUU69LWMF
9MJ4XQTVG9KEAH
3A7AQULTM7PMXN
3GPT4C9FUJ9XKL
6T9KDUY97WWPDN
3W4YNRLU97FGY4
3R6K4JEUTDEDRX
7H9NMJTPWCDHLU
47AYV7AD4HYRKK
CNQ3L4F7XVE4JQ
DER7VWC7G4DGWR
9UFJ4WPEVJVAW7
69A6UCV4PFFQP3
3KLUUAAVDUDJF7
7WHTRKEHQP6XDF
CJC7TNAAV4VG9L
6MCDP36TQ4UKE4
3TGT9RQV9LLT3F
AYXRPPUXPDMXG7
4FYJTJ6RFVP3UG
DCEWVRPTE399WX
3MUVFRKC9Q4AMU
4PJ3WHV6LVXPCT
DFLE6CEPWFHNEP
73AXY43UDE7FC4
63JLVHN6WW9CJ9
CNQTMLXTT3C4HG
3CXLLV93NAPCVA

Cada cupom é válido para apenas uma inscrição assim, seja ágil e garanta essa oferta.

Saiba mais sobre o GOOGLE APPS:

VIDEO #1: CONHEÇA O GOOGLE APPS - GMAIL
https://www.youtube.com/watch?v=baNC_VLHABI&index=9&list=PLcrJhItWaGAPEoHm-QWSOk5JVk32h3_9G

VIDEO #2: CHAT E VIDEOCONFERÊNCIAS
https://www.youtube.com/watch?v=EvrhwHPeLp8&list=PLcrJhItWaGAPEoHm-QWSOk5JVk32h3_9G&index=7

VIDEO #3: COMPATIBILIDADE COM OFFICE (WORD, EXCEL, ETC.)
https://www.youtube.com/watch?v=qUhL0_SOVLY&index=12&list=PLcrJhItWaGAPEoHm-QWSOk5JVk32h3_9G

VIDEO #4: NÃO PERCA SUAS REUNIÕES
https://www.youtube.com/watch?v=p2kgCvYNWf8&list=PLcrJhItWaGAPEoHm-QWSOk5JVk32h3_9G&index=10


Compartilhe as vantagens do Google Apps com seus amigos. Eles receberão um desconto de 20% por um ano com os cupons.


www.marcogandra.com.br

8 de dez de 2015

GOOGLE: E-mail profissional, armazenamento on-line, agendas compartilhadas, videoconferências e muito mais, experimente gratuitamente

Para quem ainda não conhece, o Google Apps é uma solução do Google para empresas. Ao se cadastrar lá, você ganha acesso a versões fechadas e personalizadas de alguns dos principais produtos do Google, como Gmail, agenda, Hangouts e Drive. Custa a partir de US$ 5 mensal por usuário e traz vantagens óbvias: a qualidade dos aplicativos e a velocidade e disponibilidade dos servidores do Google para o seu negócio. 

Clique no link e desfrute já dessa novidade: 


Gostando, após experimentar, use o cupom de 50% de desconto para o primeiro ano: 36TXEWNUVQXFEV 


Compartilhe as vantagens do Google Apps com seus amigos. Eles receberão um desconto de 50% por um ano.

12 de nov de 2015

Ganhe o Livro impresso “Cartas para Palavra” do autor Adriano Gilberti

Ganhe o livro impresso “Cartas para Palavra”, que será enviado diretamente para o seu endereço. Para tanto, basta matricular-se no treinamento 360° PM Leadership  que vale 16 PDUs e que ocorrerá em janeiro (dias 09 e 10/01/2016).

ATENÇÃO: Não deixe de informar o código promocional “GANDRA”, para que a promoção tenha validade e você ganhe o livro. 

O link para maiores informações sobre o curso é:

 http://www.projetodiario.net.br/360-pm-leadership/

SOBRE O LIVRO:

Quase um século depois que Miguel e Priscila se conheceram, o sentimento se transforma em um conjunto de dados, para virar algo que chamamos de história, e assim, curioso ponto de interesse de estudiosos. Quando algumas cartas são encontradas em 2095, o misterioso relacionamento entre o professor de literatura Miguel, sua amada Priscila e alguém de codinome Palavra, revela uma história intrigante de amor, sonhos e desilusões.

Concomitante à trama, os primeiro anos de nosso século passam sutilmente pelos personagens contextualizando nossa história contemporânea. Um bom exercício de projeção de como poderá ser o mundo se alguns acontecimentos realmente se concretizarem.  Além disso, é um relato franco e um desabafo despretensioso de Miguel, um representante da conhecida geração X e de como esta mesma geração influenciou o mundo de hoje.

Adriano Gilberti sempre trabalhou de forma constante entre os textos, projetos empresariais e atuações. Porém, “Cartas para Palavra” como seu primeiro romance publicado pela editora paulista “Pandorga” sedimenta definitivamente sua carreia como escritor. Atualmente, o artista mineiro mora no interior de São Paulo e agora coordena um projeto de longa metragem aprovado pelas leis de incentivo à cultura e com data de lançamento para 2017.

Contato (Livro):

Site: www.cartasparapalavra.com.br
Facebook: Cartas para Palavra
e-mail:
contato@cartasparapalavra.com.br
adrianogilberti@gmail.com
Adriano Gilberti: 19 9 91981018


SOBRE O TREINAMENTO

O 360° PM Leadership é um curso intensivo que promove uma verdadeira transformação no comportamento e liderança do Gestor de Projetos.

Objetivo do treinamento:

Este curso tem como foco a capacitação de novos líderes, fornecendo habilidades para os profissionais que já atuam nessa função, tais como gestores de projetos. Você aprenderá a superar seus limites, enxergar oportunidades e fortalecer suas habilidades através de dinâmicas vivenciais e práticas.

Público alvo:

Este curso é destinado aos Administradores, Diretores, Gerentes, Coordenadores, Supervisores, Engenheiros, Consultores, Tecnólogos, equipes e demais profissionais envolvidos direta ou indiretamente com projetos e pessoas.

Conteúdo programático:

 * Desafios do Gerente de Projetos
* Desenvolvimento de Liderança
* Inteligência Emocional
* Reestabelecimento do Autocontrole Emocional
* Liderando Equipes de Projetos
* Contribuição para o trabalho em equipe
* Estilos de liderança para conduzir diferentes colaboradores
* Aprimoramento do Gestor de Projetos
* Técnicas de Negociação e Coaching para desenvolver alta performance
* Resiliência
* Autoconhecimento
* Este curso é composto de 18 horas, com reflexões e dinâmicas para pessoas que desejam elevar o seu potencial de liderança ao nível máximo.

OBSERVAÇÃO IMPORTANTE: Este é um informe publicitário no Blog www.marcogandra.com.br, que isenta-se de qualquer problema.

Questões sobre detalhes do curso, sobre a escola ou litígios, os responsáveis são:

Projeto Diário – Consultoria e Treinamento
Rua Vergueiro, 2087 – Conj. 101 – 1º andar Vila Mariana - São Paulo – Brasil Fone: (11) 5087-8943 | http://www.projetodiario.com.br


14 de jul de 2015

Tracbel é destaque na Great Place to Work

TRACBEL: entre as melhores empresas para trabalhar em Minas Gerais. Muito orgulho desta equipe!! ‪#‎gptw‬ ‪#‎tracbel‬ ‪#‎grupotracbel‬ ‪#‎melhoresempresasparatrabalhar‬



O Grupo Tracbel foi eleito hoje, pela conceituada Great Place to Work, uma das melhores empresas para trabalhar em Minas Gerais! Orgulho dessa equipe de colaboradores!


1 de jun de 2015

Um trabalhador americano produz como quatro brasileiros

CLAUDIA ROLLI
DE SÃO PAULO
ÁLVARO FAGUNDES
EDITOR-ADJUNTO DE "MERCADO"
31/05/2015 02h00
 
Quatro trabalhadores brasileiros são necessários para atingir a mesma produtividade de um norte-americano.
A distância, que vem se acentuando e está próxima da do nível dos anos 1950, reflete o baixo nível educacional no Brasil, a falta de qualificação da mão de obra, os gargalos na infraestrutura e os poucos investimentos em inovação e tecnologia no país.
Editoria de Arte/Folhapress
Fatores apontados por empresários e por quem estuda o assunto como os principais entraves para a produtividade crescer no país –e que também ajudam a explicar o desempenho fraco do PIB brasileiro nos últimos anos.
A comparação entre Brasil e EUA considera como indicador a produtividade do trabalho, uma medida de eficiência que significa quanto cada trabalhador contribui para o PIB de seu país.
O dado é do Conference Board, organização americana que reúne cerca de 1.200 empresas públicas e privadas de 60 países e pesquisadores.
Ele é importante porque mostra a força de fatores como educação e investimento em setores de ponta, que tornam mais eficiente o uso de recursos. A produtividade costuma ser menor nas empresas de trabalho intensivo.
O baixo nível educacional no Brasil é destacado pelo pesquisador Fernando Veloso, da FGV/Ibre (Instituto Brasileiro de Economia), como um dos mais graves problemas para uma economia que precisa crescer e aumentar o padrão de vida da população.
"O brasileiro estuda em média sete anos, nem completa o ensino fundamental. Nos EUA, são de 12 a 13 anos, o que inclui uma etapa do ensino superior, sem mencionar a qualidade do ensino."
A média de treinamento (qualificação) que um americano recebe varia de 120 a 140 horas ao ano. No Brasil, são 30 horas por ano, destaca Hugo Braga Tadeu, professor da Fundação Dom Cabral.
A produtividade brasileira deve cair neste ano ao menor nível desde 2006 na comparação com a do americano e se aproxima do nível da década de 1950, quando o estudo se iniciou. Em 1980, um brasileiro tinha produtividade equivalente a 40% da de um americano. Hoje, ela está em 24%.
"Voltamos ao patamar dos anos 1950, mesmo com os avanços tecnológicos que ocorreram em 65 anos", afirma José Ricardo Roriz Coelho, diretor do departamento de competitividade da Fiesp.
A dificuldade de competir se acentua com a carga tributária maior, o juro alto para empréstimos, os riscos cambiais, os custos trabalhistas e os gargalos que encarecem a produção, diz o empresário.
A queda na produtividade é consequência do PIB fraco e de condições desfavoráveis, como maior inflação, que levam o setor produtivo a cancelar ou adiar investimentos.
A retração generalizada no consumo das famílias e na demanda de empresas e governos, além da piora na situação da indústria e dos serviços, foi mostrada na queda de 0,2% no PIB de janeiro a março, e a previsão é que o segundo trimestre seja pior.
MAIS DISTANTE
"O país vive uma crise de isolamento que só o distancia dos países e só se acentua", afirma o economista Cláudio Frischtak, estudioso do tema produtividade.
O isolamento se traduz não só pelo ritmo lento de avanços dentro das fábricas, como processos de inovação, diz o economista, mas também no número baixo de acordos de livre-comércio com outros países (o que dificulta o acesso a bens e serviços, inclusive os de maior tecnologia).
Outro indicador desse distanciamento é a participação de estrangeiros no mercado de trabalho. "São professores, pesquisadores, técnicos e cientistas que enfrentam dificuldades burocráticas para exercer suas atividades no país. Com isso, o conhecimento deixa de circular."

27 de fev de 2015

A ética da riqueza

Recebido por e-mail.

O historiador americano diz que as tradições de
um povo são tão importantes para a economia
quanto
 os recursos materiais
Carlos Graieb

"Se o Brasil se dividisse em dois, o Sul teria chances de ser desenvolvido"
Antonio Milena
Para o historiador americano David Landes, a humanidade se divide em duas classes: a dos que vivem para trabalhar e a dos que apenas trabalham para sobreviver. "Quanto mais pessoas do primeiro tipo houver, mais chances uma nação terá de sair ganhando no jogo da globalização", diz ele. Landes tem 75 anos. Em décadas de trabalho como professor da Universidade Harvard, nos Estados Unidos, ele se dedicou a desenvolver a idéia lançada pelo pensador alemão Max Weber de que a cultura e os valores de um povo são tão ou mais importantes para o seu crescimento econômico do que os fatores materiais. Suas teses ganharam forma de livro em 1998 e deram notoriedade ao autor. Escrito com verve e lidando com uma vasta quantidade de informações, A Riqueza e a Pobreza das Nações alcançou a lista de mais vendidos em diversos países, inclusive o Brasil, onde foi lançado pela Editora Campus. Na semana passada Landes visitou São Paulo para uma série de palestras, a convite da Fundação Armando Álvares Penteado e do Instituto Fernand Braudel, e deu a seguinte entrevista a VEJA.
Veja – Quais são as causas da riqueza e da pobreza das nações?
Landes –
 Não há dúvida de que fatores "clássicos", como o acesso a recursos naturais ou mão-de-obra, são importantes. Também estou certo de que a geografia e o clima podem ser determinantes, embora muita gente não concorde com isso. Mas eu gostaria de insistir em uma variável pouco lembrada: a cultura. Ela é preponderante no sucesso material de algumas nações e no insucesso de outras. Falo de cultura em sentido amplo. Não me refiro a obras de arte, mas aos valores e atitudes vigentes numa sociedade. Foi por prezar a liberdade individual, a curiosidade e a criatividade, e por assumir uma atitude positiva com relação ao trabalho, que a Europa Ocidental tomou a dianteira na corrida pelo desenvolvimento, 500 anos atrás. Fora da Europa, os países que assimilaram esses valores, como os da América anglo-saxônica, ou dispunham de tradições semelhantes em sua própria cultura, caso dos asiáticos, entraram para o clube dos vitoriosos.
Veja – Assim como o pensador alemão Max Weber, o senhor diria que o espírito protestante está diretamente ligado à ascensão do capitalismo?
Landes –
 Certamente. As outras religiões monoteístas, incluindo o judaísmo, ao qual pertenço, fazem da pobreza uma virtude. Quase toda a história da cristandade inclui uma louvação da pobreza: os pobres vão para o céu, enquanto a riqueza é uma forma de corrupção. Nos países islâmicos, a pobreza é considerada um antídoto para os modos, o luxo, a auto-indulgência do Ocidente. O protestantismo foi importante por causa de sua atitude positiva com relação ao trabalho e ao enriquecimento. Também foi importante porque desde o começo os protestantes discordaram e discutiram entre si. O protestantismo era na origem pluralista, enquanto o catolicismo sempre foi centralizador.
Veja – E no que esse aspecto centralizador atrapalhou o desenvolvimento?
Landes – 
O catolicismo não apenas tinha uma atitude ambivalente com relação aos empreendedores como também segregava os que pensavam diferente. Na sociedade colonial, comandada por espanhóis e portugueses, a imigração de europeus do norte era evitada a todo o custo. Imperava o fechamento. Além disso, o homem que vencia nos negócios era incentivado a retirar-se para uma vida aristocrática e não esperava que seus filhos repetissem seu itinerário de trabalho. Empreendimentos são realizados por pessoas que vivem para trabalhar, e não por aquelas que trabalham para viver. É preciso ter prazer no trabalho para tornar-se um empresário bem-sucedido.
Veja – O Brasil é mesmo "o país do futuro"?
Landes – 
Acho que o Brasil vai conseguir diminuir suas taxas de pobreza. Quanto a tornar-se um dos países mais desenvolvidos, isso é outra história. Isoladamente, a Região Sul do país teria boas chances.  
Veja – O senhor está sugerindo que o país se divida em dois?
Landes – 
Estou dizendo que se o Sul se separasse do Norte teria boas chances de alcançar os países mais avançados. Sei que as pessoas logo vão pensar em coisas do tipo: mas como assim, abrir mão dos infindáveis recursos da Amazônia? Pois eu lhe digo que, se vivesse em São Paulo, não me preocuparia muito com o destino do Amazonas. Minerais? Madeira? Tudo isso pode ser comprado. Não é preciso ser dono desses recursos. É mais fácil comprar e vender do que ser proprietário. Em nossa época, não existe nenhuma virtude intrínseca, política ou econômica, em manter um grande território e ser uma grande unidade.  
Veja – Os Estados Unidos deveriam, então, abrir mão do Estado associado de Porto Rico, por exemplo?
Landes –
 Não tenho a menor dúvida que sim. Se a população de Porto Rico votasse pela independência com relação aos Estados Unidos, não haveria nenhum bom motivo para que nós, americanos, permanecêssemos no país. Acho também que os russos estão loucos em fazer o que fizeram na Chechênia. O imperialismo e o expansionismo foram constantes na história do século XIX. Mas, na passagem do século XX para o XXI, numa era de comércio global livre, não há nada que nos obrigue a pensar que maior é melhor. Europeus e japoneses aprenderam essa lição e se deram muito bem.
Veja – Ao longo da década de 90, falou-se muito em "consenso de Washington" ou "consenso neoliberal". O senhor acha que existe realmente consenso no campo da economia?
Landes –
 Creio que o único consenso existente é no que diz respeito à utilidade do livre comércio. É notável observar nos Estados Unidos, por exemplo, a concordância cada vez maior em torno da idéia de que o comércio com a China é desejável. Mesmo os republicanos, mesmo os visceralmente anticomunistas, têm defendido essa idéia. O que mostra que empreendimentos econômicos não são uma questão de ideologia. Tudo que os empreendedores querem é fazer dinheiro. Quando vêem um país onde é lucrativo investir, eles investirão, não importa quem esteja comandando o show.

Veja – Os Estados Unidos, no entanto, mantêm barreiras tarifárias contra vários produtos brasileiros.
Landes –
 Pois deveriam derrubá-las. O único argumento protecionista que faz algum sentido é o da indústria incipiente. Para desenvolver internamente uma indústria nova, você precisa protegê-la de alguma forma, para que não seja esmagada pela concorrência. Foi o que os brasileiros fizeram nos anos 80 com relação à informática. Mesmo assim o argumento é perigoso, porque o protecionismo é um péssimo hábito, que tende a criar raízes. Muito tempo depois de uma indústria ter crescido, as pessoas querem manter as tarifas de proteção.
Veja – Recentemente, o Fundo Monetário Internacional passou a mostrar preocupação com causas sociais. Qual será o impacto disso?
Landes – 
Talvez me chamem de cínico, mas creio que a razão por trás de muitas ações e palavras desses organismos internacionais é a simples gratificação de se sentir virtuosos doando fundos e recursos aos países pobres. Ações desse tipo podem aliviar a miséria e melhorar um pouco a expectativa de vida em alguns lugares. Mas existe uma diferença entre diminuição da miséria e desenvolvimento. A lacuna de desenvolvimento entre ricos e pobres continua a crescer. Não sei quantas gerações mais terão de passar sobre a Terra para que isso mude.
Veja – Em seu livro, o senhor fez altas apostas no Sudeste Asiático. Mas, nos últimos anos, essa região atravessou uma séria crise e os sinais de recuperação são incertos. O senhor mantém a sua aposta?
Landes –
 Sim, mantenho. A Ásia vai continuar sendo um dos maiores centros de crescimento do mundo, pois as bases culturais do crescimento estão presentes lá. Os asiáticos têm um profundo senso de responsabilidade, são trabalhadores dedicados. Nesse período, foram vítimas da conjuntura global.
Veja – Fala-se muito que, com a globalização, os Estados nacionais perderam poder. Quando o senhor diz que países asiáticos foram vítimas da conjuntura global, está corroborando essa idéia?
Landes –
 Não. Eu não acredito que os Estados nacionais perderam toda a importância com a globalização, nem que as comunidades locais estejam indefesas diante do que vem de fora. Veja o caso da Malásia. Eles adotaram uma atitude bastante inflexível diante de organismos internacionais como o FMI, recusando-se a adotar as regras dos gerentes do dinheiro internacional. Nem por isso afundaram. Hoje, há muitas pessoas prontas a emprestar novamente para a Malásia.  
Veja – E a China?
Landes –
 A China é uma região de risco. Se você quer investir seu dinheiro com segurança, deve fazê-lo em um país governado por leis, não por homens. A China é governada por homens, que ficam muito nervosos vendo toda a movimentação ocasionada pelo crescimento do comércio livre em algumas regiões do país.  
Veja – Em muitos países da Ásia, o desenvolvimento econômico se deu graças à utilização de métodos autoritários pelos governantes. O que acha disso?
Landes – 
Podemos voltar ao caso da Malásia. Lá, boa parte da economia é operada por uma classe empreendedora formada sobretudo por expatriados chineses, enquanto o governo, de fato autoritário, é comandado por uma elite local. Há precedentes históricos consideráveis para esse tipo de arranjo. Pense, por exemplo, na Alemanha do II Reich. Naquele tempo, a burguesia deixou de lado qualquer ambição de influir no governo ou de usufruir de um comando mais democrático, em troca da liberdade na condução da economia e oportunidade de criar cartéis, impor barreiras protecionistas e outras medidas desse tipo. Eu creio que esse tipo de arranjo só é sustentável durante algum tempo. Não pode haver capitalismo verdadeiro sem democracia real. E creio que, felizmente, o capitalismo tende a promover as liberdades individuais e instituições democráticas.  
Veja – A esquerda diria o contrário.
Landes –
 O capitalismo supõe desigualdades de riqueza e estas, por sua vez, podem se traduzir em desigualdades de poder. Até aí, concordamos. Mas, no que diz respeito à promoção de liberdades e oportunidades para todos, acredito firmemente que o capitalismo está muito à frente de todas as outras formas de organização já experimentadas.  
Veja – A corrupção governamental sempre foi mencionada como uma das causas da pobreza em países como o Brasil. O que dizer então do escândalo que acaba de estourar na Alemanha envolvendo uma das figuras mais proeminentes da política européia, o ex-chanceler Helmut Kohl?
Landes – 
Confesso que o caso de Kohl me surpreendeu. Mas a moral é simples: em todos os lugares e em todas as épocas, sempre houve quem achasse mais fácil tomar dinheiro do que fazer dinheiro. A política favorece aqueles que conseguem parecer bons, mesmo que não sejam. Às vezes, a falta de moral aparece em questões de dinheiro. Noutras vezes, em questões de sexo. Definitivamente, a política não é uma esfera da vida onde deveríamos procurar pela virtude.  
Veja – Fala-se muito em liberdade de comércio, mas quando o assunto é liberdade na circulação de pessoas o discurso é outro. Basta ver os movimentos de direita na Europa contra os imigrantes. Qual é sua opinião?
Landes –
 Meus avós chegaram aos Estados Unidos como imigrantes. Eu creio que as portas nunca deveriam ser fechadas. É claro que algum controle é necessário. Mas não fechamento. Os imigrantes são uma fonte potencial de energia. Nos Estados Unidos, um dos grupos mais efetivos em assimilar as técnicas e o conhecimento necessários para ter sucesso na nova economia é o dos imigrantes asiáticos. Na América Latina, os imigrantes protestantes teriam feito toda a diferença. Dito isso, gostaria de ressaltar que a atitude de desconfiança com relação aos estrangeiros não se limita aos países ricos. Veja a África Ocidental: há casos de expulsão maciça na região. É um problema da natureza humana. Isso é algo que aprendi em minha profissão: coisas ruins estão espalhadas por todas as épocas e lugares.  
Veja – Como especialista na história da Revolução Industrial, o senhor acha que hoje estamos mesmo diante de uma nova revolução, baseada na informática e nas tecnologias de ponta?
Landes – 
Sim, acho que podemos utilizar essa palavra. Estamos assistindo a uma mudança profunda. Os países que tiverem a oportunidade de não apenas utilizar mas também de melhorar as novas tecnologias estarão em posição de vantagem na nova economia. Foi essa capacidade que salvou os Estados Unidos depois de anos de estagnação. Os Estados Unidos apostaram na importância do que chamamos de software. O hardware é muito importante. Mas eu creio que a longo prazo é o software que vai dominar. Qualquer um pode aprender como fazer um computador. Ou você pode importar uma fábrica de hardware – correndo o risco de que ela se mude para o vizinho se ele oferecer trabalho mais barato. Mas hoje já temos hardware melhor do que precisamos para muitas tarefas. Por isso, é na área do software que os novos países devem fazer suas apostas atualmente. E isso significa que precisam ter um sistema educacional eficiente e universal. Cingapura conta com uma estrutura universitária muito forte. Talvez a China também possa ser citada como exemplo. A América Latina é uma interrogação – mas, se o continente tem de apostar em algo, é nos investimentos culturais e sociais capazes de criar pessoas aptas a ser inventivas na nova economia. Infelizmente, é o contrário do que países como o México, por exemplo, têm feito. Lá as universidades se encontram em péssimas condições. Se você não tiver cérebros, está acabado.